Magnólia Costa

Magnólia Costa é crítica e professora de História da arte no Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua também como Relações Institucionais. É doutora em Filosofia pela USP – a Universidade de São Paulo -, além de tradutora de clássicos da literatura francesa e editora de livros e catálogos de arte. Vocacional entrevistou Magnólia no MAM, onde nos conta do que consiste o seu trabalho e como funciona um museu. Interessantíssimo, não perca!


Vocacional –Antes de tudo, quero agradecer a você por nos receber aqui. Você pode nos contar um pouco sobre a sua formação?

Magnólia – Primeiramente eu também quero agradecer o convite do site e da Ciça Bueno, a quem eu admiro muito como profissional e também pela escolha vocacional que fez. Poucas pessoas têm a oportunidade de viver e de fazer aquilo para o que de fato nasceram. É um prazer e um orgulho muito grande estar aqui com vocês e compartilhar a minha experiência profissional.

A minha formação é em Filosofia. Eu me graduei em Filosofia, fiz meu mestrado e o meu doutorado em Filosofia na USP e uma grande parte dessa formação eu fiz nas Universidades de Paris 1 e Paris 4, ou nas plantes  1 e 4 da Paris Sorbonne. Eu me especializei em Estética que é um ramo da filosofia que estuda os fenômenos ligados à sensibilidade, ou melhor, é o ramo da Filosofia que estuda a arte nas suas diversas manifestações. Eu fui parar na Filosofia, atraída pelo domínio da estética. Eu descobri aos 16 ou 17 anos que era possível me aproximar do universo da arte, sem fazer arte. Desde muito pequena, fui bastante estimulada por minha mãe e por minha madrinha, que me levavam à exposições de arte, me levavam à Bienal… e, uma das memórias mais antigas que eu tenho da infância aconteceu aqui no Museu onde trabalho hoje, e foi uma atividade de desenho e pintura. Eu me lembro disso com 4 ou 5 anos de idade e,  depois vim a descobrir que o Museu acabava de ser reaberto aqui no Parque do Ibirapuera. Que eu queria trabalhar com arte, é algo que eu sempre soube e eu me arrisquei um pouco. Minha madrinha era pintora e ela me estimulava muito, me ensinava, comprava material, me chamava para ir a casa dela pintar quadrinhos, imitar os impressionistas…

Voc – Como ela chamava?

Mag – Ela se chama Cida. A Dinda Cida. E num determinado momento, lá por 15 anos, eu comecei a achar que não tinha talento. Hoje, olhando pra trás, não sei dizer se era uma coisa objetiva ou se era o momento de vida em que eu estava. Quando a gente é jovem, se sente inseguro por não fazer as coisas como os outros fazem. Eu era atraída pelo mundo das artes visuais, mas não me sentia confortável em arriscar um vestibular em Artes Plásticas, porque achava que não passaria numa prova de aptidão ou numa prova prática de desenho, por exemplo. E foi nessa idade que eu descobri que era possível estudar arte sem fazer um curso prático; e a Filosofia proporcionava isso. Eu fui ao curso de Filosofia buscando isso. Na época, eu fazia um curso de magistério, voltado pro ensino de 1o grau, hoje chamado ensino elementar. Era um curso de 4 anos e não de 3, como os outros, mas no final do 3º ano você recebia um certificado de ensino médio que lhe permitia prestar o vestibular.  E eu prestei Filosofia, mais pra saber como funcionava. E passei. E assim, eu tinha uma vida dupla…

Voc – Você passou na Fefeleche, né, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, como é conhecida…?

Mag– … De manhã eu ia pra um colégio religioso, um colégio de freiras e à tarde eu ia pra Fefeleche. E foi lá, que eu então percebi, que ali era de fato o meu lugar.

Voc– Quer dizer que ate ali você estava tateando e usando um pouco a intuição?

Mag – É, e ao mesmo tempo descobrindo o alto conhecimento, o pensamento dos filósofos, algo com o que eu já estava familiarizada, porque tinha essa disciplina no colégio. Mas aquilo expandiu a minha mente, me levou a aprender outras línguas…, e eu percebi rapidamente que aquilo me seria útil pra varias coisas na vida: porque escolher uma graduação não significa que você vai seguir aquela profissão. E eu não tinha ideia de que profissão seguiria. Mas ali muitas coisas se desenharam. E aos 22 anos, quando entrei pro mestrado na área de Estética, eu percebi, por exemplo, que poderia ser tradutora, coisa que eu sou…, eu traduzi muitos livros que são clássicos da literatura francesa e clássicos da filosofia do século XVIII…, porque eu me dediquei a estudar um clássico da Filosofia francesa, que é Denis Diderot, um filósofo fundamental em outra área do saber que é a Critica de arte. E me chamou a atenção, o fato de um filósofo ser o primeiro a fazer critica de arte nos moldes que conhecemos hoje. Traduzi vários livros dele, escrevi ensaios, publiquei ensaios, comecei também a trabalhar com editoras e me familiarizei com o mundo editorial. Então o leque de possibilidades profissionais se abriu para além da universidade, do ensino acadêmico, da pesquisa acadêmica.

Voc – E o doutorado?

Mag – Mais tarde, no doutorado eu estudei um artista, que era muito referido nas críticas desse filósofo francês…, era um artista francês, mas produzindo na Itália no século XVII, Nicolas Poussin; e ali eu pude pôr na prática, a Crítica de arte, me descobrir como crítica de arte…. E também foi ali que me descobri como professora, porque nessa época comecei a dar aulas. Então, outras novas possibilidades profissionais se abriram com a minha escolha acadêmica, com a minha formação. E a partir daí, muitas outras coisas aconteceram…, eu trabalhei no mercado editorial, trabalhei em escola de museu, em universidades, dei aulas em cursos de graduação e de pós-graduação…,

Voc – dando aula em disciplinas diferentes…?

Mag – Sim, dentro desse espectro que a Estética me proporcionara…

Voc – História da arte, Critica de arte…

Mag – É, e Historia do design, Moda, Crítica de moda, Historia da indumentária, enfim, vários cursos correlacionados com o universo da Estética. Fora os trabalhos de editora e tradutora que também fiz em vários lugares, inclusive o de jornalismo…, ou seja, desenvolvi uma ampla gama de atuação profissional.

Voc – Você pode nos contar exatamente o que você faz aqui no MAM?

Mag – Mais recentemente, me concentrei em museus, há uns 14 anos, e isso aconteceu quando o MAM me convidou para compor o seu corpo docente, ministrando a disciplina de Historia da Arte…, coisa que faço até hoje e que pretendo fazer por muito tempo, porque adoro….e não me vejo fazendo outra coisa na vida porque acredito que se há algo que me define como pessoa é o fato de ser professora; a minha identidade profissional é de professora; antes de tudo, sou uma professora de História da arte, que é só uma modalidade de ser professora…

Voc – E como chegou ao cargo que você ocupa hoje?

Mag – Depois de uns 7 ou 8, eu fui convidada pra trabalhar na curadoria do museu e implantar um setor editorial, setor que eu coordenei por 3 anos…

Voc – Que na prática é a publicação de catálogos do museu, catálogos de exposições de arte…,

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Magnolia Costa e Ciça Bueno no auditório do MAM, após aula de História da Arte sobre o movimento Dadaísta

Mag – Exatamente. E livros, além da revista institucional do museu, projetos especiais e seus catálogos…, e essa já era uma expertise que eu tinha desenvolvido no mercado editorial, trabalhando em grandes editoras. A diferença é que aqui, eu cuidava de uma área editorial voltada especificamente para Artes. Depois de 3 anos exercendo essa função, o museu me convidou para assumir a representação do museu…

Voc – Função mais conhecida pelo nome de Relações Públicas…

Mag – Pois é, no caso algo bem voltado mais pra fora, pra o estabelecimento de diálogo com outras instituições, em vários âmbitos…, desde âmbitos menores como as relações com os vizinhos daqui, até âmbitos maiores, que ultrapassam as fronteiras da cidade e do país…

Voc – E não necessariamente só na área de Artes, ou seja,com o governo, empresas, outros museus…

Mag – Aliás, acaba sendo, nas mais das vezes nessas áreas que você mencionou. Eporque? Porque os museus são instituições sem fins lucrativos e,portanto, não são empresas e não conseguem gerar os recursos necessários à sua sobrevivência. Isso nos leva pro outro lado da minha atividade dentro do museu. No Brasil, os recursos podem ser obtidos por meio de doações que podem ser abatidas por leis de incentivo fiscal, ou melhor, de impostos que as empresas devem pagar ao governo… E uma parte desses impostos pode ser doada a uma instituição cultural…

Voc – Pessoas físicas também…

Mag -Sim, também. Então, um museu vive desse expediente, de recursos incentivados. Isso é o que faz com que eu tenha contato com um sem numero de empresas, que trazem recursos, fazem aportes, que nos permitem fazer exposições, desenvolver atividades educacionais, culturais, manter uma coleção de arte, cuidar dessa coleção direitinho, cuidar do prédio, manter um corpo de funcionários adequado,ter um bom contato com o público, desde bebês, jovens, adultos, pessoas de todas as idades, que tenham ou não o pleno uso de seus recursos…, então o museu atende todos os tipos de públicos, de todos os níveis sociais, todos os níveis de escolaridade, pessoas que enxergam, que não enxergam, que andam e que não andam, pessoas que muitas vezes são discriminadas por que possuírem distúrbios mentais. E todas elas são bem-vindas aqui. Tudo isso custa dinheiro, trabalho, recursos e meu trabalho consiste em estar próximo das empresas que possam proporcionar esses recursos pra nós.

Voc – E você também tem contato com museus, com instituições que possam manter diálogos com vocês…, compartilhar experiências, fazer parcerias e trocas com o museu…né? E a imprensa?

Magnolia Costa e Ciça Bueno no corredor do MAM, onde ocorre o “ Projeto paredes”, com Jenny Holzer. Clique aqui e saiba mais: http://mam.org.br/exposicao/jenny-holzer-projeto-parede

Magnolia Costa e Ciça Bueno no corredor do MAM, onde ocorre o “ Projeto paredes”, com Jenny Holzer.
Clique aqui e saiba mais: http://mam.org.br/exposicao/jenny-holzer-projeto-parede

Mag – Não tenho contato com ela de maneira tão intensa, porque há alguns assuntos que são tratados pela curadoria, outros pelo educativo, depende muito do que estiver em pauta. É uma atribuição ocasional, mas não especifica do meu trabalho. Eu não sou a porta-voz do museu, mas represento os interesses do museu em varias situações.

Voc – Então, aproveito pra perguntar quais são as outras grandes áreas de um museu?

Mag – Os museus se dividem em dois tipos: públicos e privados. Os públicos, ou melhor, os estatais, porque públicos todos são, podem ser federais, estaduais ou municipais. E, nesse caso, eles têm recursos do Estado. O MAM é um museu privado, organizado pela sociedade, que decidiu que queria ter um museu, que captou os recursos ali mesmo, partiu da atividade de um grupo de pessoas, construiu uma atividade museológica…,

Voc – É uma fundação?

Mag – Não, é um museu, é específico…, porque não parte de um fundo. Isso não quer dizer que não haja fundações que têm espaço de exposições, atividades culturais, educacionais e etc… mas o MAM não. E, dentro desse escopo, há todo um setor do museu que cuida de gerar os recursos pro seu funcionamento. Então, aqui, nós temos dois grandes departamentos: o de curadoria e o administrativo-financeiro, que têm o mesmo peso. E ambos são subordinados ao Conselho do museu. O conselho, por sua vez, é formado por pessoas eminentes da sociedade, pessoas que participam da vida cultural, que traçam os caminhos que o museu deve seguir e que são liderados por um presidente, que no nosso caso é a Sra. Milu Villela.

Voc – E quais as atribuições de cada departamento?

Mag – O curatorial é responsável por todas as decisões conceituais e por toda a programação do museu: geração de conhecimento, produção das exposições, publicação de catálogos, direção de construção do acervo e da biblioteca, as práticas educativas, a programação cultural…e o administrativo- financeiro, que cuida da captação e da gestão dos recursos. Ou seja, o que diz respeito ao pessoal, aos funcionários, manutenção, infraestrutura, pagamento de fornecedores e etc.

Voc – E quem cuida da curadoria…

Mag– Aqui no museu quem cuida da curadoria é o Felipe Chaimovich e do administrativo- financeiro é o Sr. Bertrando Molinari, que é o superintendente do museu.

Voc -E sua função então se liga às duas áreas?

Mag – Isso, eu atuo nas duas áreas, não pertenço a uma nem outra, mas assessoro a presidência. E transito entre os dois setores, atuo tanto na área curatorial como professora, relações institucionais, sou editora chefe da Revista do museu, ligada à programação cultural do museu e ao mesmo tempo, tenho contato com os patrocinadores.

Voc – E o site do museu, é de sua responsabilidade também?

Mag – Não mais. Antes eu cuidava do site. Mas agora temos uma equipe de marketing e comunicação que cuida entre outras coisas do site e que é subordinada ao administrativo- financeiro. Os conteúdos que o site veicula vêm do outro lado, do lado curatorial. Mas há ainda outras atribuições do MKT comoo ramo de negócios, a loja…,

Voc – A marca…

Mag – Pois é, por que por meio da marca, da loja, do restaurante e etc…, também captamos recursos e é o MKT que cuida de tudo isso. Há dois anos fizemos uma grande renovação de imagem institucional, renovamos a identidade do museu, reformulamos o website, disponibilizamos a coleção on line – o MAM é o primeiro museu no Brasil a fazer isso, ter sua coleção toda no website -, que é uma grande obra porque envolve várias etapas, produção, autorização dos autores e artistas pra mostrar suas obras…, um trabalho intenso do jurídico, que no caso também é subordinado ao administrativo-financeiro…

Voc – Ou seja, o museu é uma empresa como qualquer outra…

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Entrada principal do MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera

Mag – Sim, mas que não visa lucro. Na verdade, o nosso lucro é ver o público desfrutandode tudo isso. Tudo o que fazemos aqui visa a levar arte e cultura pra nossa sociedade. Trabalhar no desenvolvimento social por meio da cultura e da arte. E essa é a diferença fundamental entre um museu e uma empresa que produz cultura, porque ela também visa ao lucro. E trabalhar num museu implica em ser atraído por isso: trabalhar numa instituição que produz cultura sem fins lucrativos. Quem vem trabalhar num museu não pode ter como meta galgar posições ou enriquecer. E há que se preparar muito, ter uma formação cultural e intelectual muito profunda, abrangente. Como é o caso do curador, que precisa ter uma formação cultural muito vasta e profunda, além de entender muito de museu, ter um projeto, saber dialogar com os interesses da instituição em geral: escolher essa e não aquela exposição, por exemplo, porque tem a ver com a linha do museu…

Voc – Com a linha, com a marca, com o projeto…

Mag – Exatamente. E ter liderança, domínio do assunto, uma formação intelectual sólida.

Voc – Quanto tempo leva pra montar uma exposição como esta que aí está e quanto tempo antes ela começa a ser pensada?

Mag – O tamanho da exposição não é o mais relevante para o tempo de produção que ela demanda. Independentemente do tamanho, toda exposição tem um mesmo nível de complexidade. A decisão sobre essa ou aquela exposição, por exemplo, deve ser tomada muito antes, porque é preciso ter um projeto e levantar fundos para que seja executado. São muitas as etapas: primeiro é preciso ter o projeto bem estruturado, que deve ser aprovado pelo Ministério da Cultura. Aí sim, se obtém licença para captar os recursos…

Voc – E vocês captam os recursos para aquilo especificamente ou a licença é genérica?

Mag – Para cada coisa ou caso é preciso um projeto, um processo, uma licença. Tudo é específico. O próprio museu é uma coisa, exposição outra, tudo é discriminadíssimo. Há uma verba para o museu, outra pra manutenção, outra pra a conta de luz, outra pra exposição, porque há um controle e uma auditoria que são severos…, sobre tudo o que captamos e tudo o que gastamos tem uma prestação de contas muito severa.

Voc – Quer dizer que uma coisa é manutenção, outra é produção, outra …

Mag – São as atividades educativas…, e tem o próprio acervo, a coleção do museu, sua manutenção, a aquisição e a expansão do acervo e da coleção bibliográfica. Então, tudo isso demanda tempo. E, pra realizar uma exposição especificamente, levamos algo como dois anos pra produzir. Por exemplo, pro ano que vem já estamos com o calendário fechado.

Voc – Quiçá 2016…e ainda tem a produção em si, levantar e angariar as obras, autorizá-las…

Mag – Exatamente. Temos aqui 4 temporadas de exposição, que são fechadas com antecedência. Cada temporada tem 2 exposições.

Voc – São 8 por ano…

Mag – Um pouco mais, porque há mais de um espaço e há exposições que se passam fora do museu, exposições que a gente também produz com obras do nosso acervo… portanto,  depois de aprovado o projeto e de captados os recursos, começa-se a produzir. Primeiro chama-se um curador para aquela exposição, depois um arquiteto, um designer gráfico – que em geral é de fora do museu -, e que vai dar a cara da exposição, sua identidade visual, sinalização e etc…, a fase de orçamentos. Aí se define a lista de obras que vão fazer parte da exposição e deve-se levantar aonde essas obras estão…, e então começa um trabalho de detetive incrível, pra finalmente pedir toda a autorização pra fotos, publicações, textos e etc…, que é uma parte complicada. E, em todas as situações – se o artista é vivo ou não. Aí vem a parte de logística, transportes, seguros…, porque há uma preocupação muito grande com a segurança das obras e, às vezes é preciso mandar alguém lá nos Estados Unidos, por exemplo, pra trazer a obra consigo. E sempre tem que fazer um laudo técnico quando a obra sai de lá, quando chega aqui, quando sai daqui de novo e quando chega lá. São 4 laudos técnicos que são lentos, especializados.

Voc – É uma parte custosa…

Mag – Sim, tudo envolve custos…, a adequação do espaço, a marcenaria do espaço, a pintura, a iluminação, a equipe de montagem, os materiais de montagem…, é um acontecimento…

Voc – um evento…

Mag–É e entre uma e outra exposição, temos 3 meses em que a exposição permanece por 70 dias; e temos 20 dias pra destruir tudo e reconstruir tudo novamente na seguinte. E é preciso ter uma equipe que trabalhe bem junto, e isso é bem especifico também num museu, porque o trabalho de qualquer pessoa depende do trabalho de toda a equipe. Tudo aqui precisa da aprovação e da participação de várias áreas e pessoas. E finalmente, tudo tem que ser aprovado pelo patrocinador e pelo governo, que deve aprovar a aplicação de sua marca…, nada disso é simples. E mais a imprensa, a comunicação, que no nosso caso é um trabalho terceirizado.

Voc – Quantas pessoas fazem parte da equipe de curadoria?

Mag – Não sei especificamente. No MAM temos 65 pessoas trabalhando.

Voc – E, só pra finalizar, queremos saber se você tem alguma dica pra essa moçada que está querendo entrar nessa área, na área especifica de museu, porque o leque da Arte é muito grande…

Mag – É infinito… porque os museus podem ser de muitos tipos. Há museus de arte como é o MAM, há museus históricos, como o paulista, por exemplo…, há museus de Historia Natural, Botânica, Língua Portuguesa…, mas quem quer trabalhar em museu, ou no circuito associado à exposições, porque uma coisa se liga a outra, recomendo que visite museus, mas que visite mesmo, participe como público…

Ciça Bueno e Magnolia Costa no salão da exposição “Vontade Construtiva na coleção Fadel”, que apresenta obras dos artistas brasileiros modernos mais marcantes do século XX, entre eles, Alfredo Volpi (telas da foto), Tarsila do Amaral, Bruno Giorgi, Helio Oiticica, Lygia Clark, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Cicero Dias, Waldemar Cordeiro. 216 obras imperdíveis! Até 15 de junho. Confira aqui e vá ao museu conferir ao vivo: http://mam.org.br/exposicao/vontade-construtivista-na-colecao-fadel

Ciça Bueno e Magnolia Costa no salão da exposição “Vontade Construtiva na coleção Fadel”, que apresenta obras dos artistas brasileiros modernos mais marcantes do século XX, entre eles, Alfredo Volpi (telas da foto), Tarsila do Amaral, Bruno Giorgi, Helio Oiticica, Lygia Clark, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Cicero Dias, Waldemar Cordeiro. 216 obras imperdíveis! Até 15 de junho. Confira aqui e vá ao museu conferir ao vivo: http://mam.org.br/exposicao/vontade-construtivista-na-colecao-fadel

Voc – Observe…

Mag – Sim, é preciso frequentar, comparar, ver como as coisas são mostradas, ver como são as instalações, se você compreende as legendas, os textos, ver como aquilo é apresentado a você, lançar um olhar interrogativo, crítico, lançar perguntas, refletir…

Voc – Interagir…

Mag – Sim, porque toda visita a um museu é uma aula e uma oportunidade de desenvolver o próprio olhar, de ampliar o conhecimento e de enriquecer com uma forma de entretenimento que sempre é construtiva e que em geral cabe no bolso de todo mundo. Todo museu no Brasil tem um dia em que a entrada é de graça. E muitos têm politicas de gratuidade, as mais variadas. Por isso, quem quer trabalhar com museu, tem que frequentar museu!

Voc – Magnolia, muito obrigada, foi uma grande aula.

Mag –Eu é que agradeço e espero que os internautas do Vocacional possam ter uma ideia mais ampla do que é um museu. E que venham trabalhar junto com a gente.

 

Edição de texto: Ciça Bueno

Fotos : Juliana Andrade

 

Confira:

MAM – Museu de Arte Moderna se São Paulo, Parque Ibirapuera, portão 3.

Estacionamento com zona azul, aberto de 3ª a domingo das 10 às 18hs.

Tel : 5085.1300.

http://mam.org.br

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