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O que é o Fórum do Amanhã?

 

logotipo do ForumO Fórum do Amanhã  é um movimento inaugurado em novembro de 2016 na cidade de Tiradentes, que reuniu inteligências, lideranças e cidadãos dispostos a pensar o Brasil de amanhã, um país digno de ser sonhado. Entre outras propostas, o Fórum do Amanhã deu visibilidade a ideias e projetos pioneiros em andamento, que já apontam para o futuro e procurou criar canais de comunicação entre uns e outros.

Edição 2017 – E o Fórum terá sua 2a edição agora, entre os dias 9 e 12 de novembro de 2017, em Tiradentes, MG. Enquanto a edição passada levantou os principais problemas do nosso país, essa edição vai abordar as virtudes que já encontramos entre nós, sejam em projetos sociais, iniciativas empreendedoras, empresas, publicações e muito mais, fruto da inciativa dos que sonham com um Brasil melhor, mais humano, mais moderno, mais justo. A ideia é discutir maneiras de ampliar tais iniciativas ou de incluí-las, adotá-las, incorporá-las a novas políticas públicas.

Entre os convidados que vão se apresentar em Tiradentes a partir da semana que vem

Carlo Petrini

estão nomes como Carlo Petrini ( Slow Food – confira aqui no site), Domenico De Masi e Eduardo Gianetti, os sociólogos que compõem os pilares filosóficos do evento e outros como Anna Livia Arida, Bruno Capão, Eduardo Meyer, Eduardo Rombauer, Fernanda Silveira Bueno, Helio Mattar, Jayme Garfinkel, Jose Eduardo Beltrame, Jorge Forbes, Julio Medaglia, Lama Padma Samten, Lourdes Solla, Newton Cannito, Max Nolan, Rosiska Darcy de Oliveira e tantos outros.

Eduardo Gianetti

O Fórum do Amanhã deve discutir temas como: Inovações empresariais, Políticas públicas para as drogas, O vazio do poder político, Segurança pública, Bolhas sociais, entre outros. O evento se apresenta em vários locais, todos no centro da cidade, que trazem atividades paralelas, além de tantas outras culturais como exposições, shows, teatro, cinema, noite de autógrafos e lançamentos. Além de muitas trocas e do clima de solidariedade que reina, a cidade histórica de Tiradentes é encantadora. portanto, moçada, o evento é IMPERDÍVEL!

Confira a programação, PARTICIPE E INSCREVA-SE no www.forumdoamanhã.com 

Ainda sobre 2016 O evento foi montado em dois espaços distintos que mantiveram atividades paralelas. Um abrigou as palestras e reflexões de pensadores e especialistas que visavam debater sobre o futuro de temas de grande interesse para o nosso país como educação, vida nas cidades, trabalho, economia, energia, tecnologia e governança. Já o Espaço do Futuro abrigou a apresentação e exposição de startups e projetos inovadores que já estão em andamento e procurou estimular o encontro entre os criadores de produtos e serviços “fora da caixa” com empresas e lideranças que buscam novas soluções, visando criar parcerias que beneficiem ambas as partes.

O Fórum do Amanhã defende algumas questões que são norteadoras dos seus propósitos, que se inspiram nas obras de autores como Eduardo Gianetti e Domenico De Masi, ambos sociólogos. Veja no box:

– qual é o sonho brasileiro?

– qual é o Brasil ideal que pulsa e vibra no coração do Brasil real?

– quais são os elos que nos ligam ao mundo e que nos definem como nação, a partir de um olhar utópico, tendo em vista o futuro?

– qual constelação de valores deveria nos reunir em torno de um projeto de realização genuíno e brasileiro que nos inserisse de vez no mundo global?

equipe Fórum do Amanhã

da esq pra dir.: Zeca Bueno, Ciça bueno, Cristina Nascimento, Domenico De Masi, Flavia Guimarães, Susi Del Santo

O Fórum do Amanhã vislumbra desenhar uma visão de futuro para o Brasil, trazendo ao debate pessoas e experiências que já estão mudando o país em várias áreas. O tema de 2016 foi a Superação e naquela edição o Fórum buscou pensar quais caminhos devem ser sonhados e traçados para que o Brasil supere suas deficiências e se alinhe com valores e tendências do século XXI tais como sustentabilidade, compartilhamento, transparência, diversidade, inteligência coletiva e sistêmica e equidade de gêneros.

tiradentesA cidade de Tiradentes foi escolhida como sede oficial do movimento não só pelo seu significado histórico, mas também por possuir um trabalho inovador com as escolas municipais, suas famílias, bairros e comunidades. A cada ano, o Fórum deverá propor ações nas áreas social,  de educação, saúde, meio-ambiente e etc, envolvendo a cidade de Tiradentes como laboratório de soluções inovadoras, que poderão ser replicadas em maior escala em outros locais.  A primeira ação, inaugurada nesse evento  foi a Tiradentes Lixo Zero , envolvendo as escolas municipais, os empresários e voluntários num trabalho de conscientização sobre o grave problema do excesso de lixo sólido para as cidades.

participantes

da esq. pra dir. Paula Bellizia, Philip Yang, Anna Penido, Hélio Mattar, Domenico De Masi, Ilona Szabó

Entre os pensadores, inovadores, experimentadores e líderes presentes aos debates e exposições tivemos nomes como Domenico De Mais, Eduardo Gianetti, Cristina Nascimento, Ilona  Szabó, Ricardo Abramovay, Max Nolan, Philip Yang,  Roberto Gambini,  Ralph Justino, Hélio Mattar,  Anelise Pacheco, Paula Bellizia, Marcelo de Farias, Marcelo Cardoso, Gilberto Dimenstein, Anna Penido, Antonio Risério, Luis Antonio Silveira, Edson Kayapó, Paulo Emediato, Newton Cannito, Drica Guzzi, Rachel Biderman, Rosiska Darcy de Oliveira, Priscilla Cruz, Jayme Garfinkel, Mariano Câmara Santos, Miriam Pederneiras e tantos outros.

participantes do Forum do Amanhã

Equipe mentora e organizadora do Fórum do Amanhã

 

 

 

 

 

 

 

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Clique aqui para conhecer o Perfil Vocacional Completo do Fórum do Amanhã

O que é Slow Food?

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Slow Food – ou comida leve – é um movimento e uma organização não-governamental internacional, fundada em 1989 por Carlo Petrini, jornalista italiano, que visava fazer frente ao Fast Food através de uma serie de ações. O movimento, que reúne hoje mais de 100 mil associados mundo afora -, cresceu, se estruturou, se embasou filosoficamente e hoje tem parceiros em varias partes do mundo, inclusive no Brasil.O objetivo maior do movimento é promover melhor apreciação da comida e da refeição, além de chamar atenção para a melhor qualidade dos ingredientes, sua produção, seus produtores e do meio-ambiente. Assim como o Slow Food, outras organizações não-governamentais  como o Cittaslow propõem a redução na velocidade do ritmo de vida urbano e contemporâneo, o Slow Movement.carlo petrini 4 Mas o Slow Food também faz oposição política e filosófica à massificação e padronização propostas pelo Fast Food, defende a necessidade de maior informação por parte do consumidor, defende espécies vegetais e animais – tanto domésticas quanto selvagens -, protege as identidades culturais ligadas a tradições gastronômicas e alimentares, bem como os processos e técnicas herdados por tradição sóciocultural. O alimento deve ser bom, puro, limpo e justo, deve ser produzido sob formas que respeitem o meio-ambiente e  vendido a preços justos a ambas às partes: tanto para quem produz quanto para quem consome. Só assim, o alimento será saboroso.

A rede de membros do movimento é organizada em grupos locais sob a coordenação de lideres e promove varias atividades como palestras, cursos, jantares e degustações, turismo enológico e gastronômico, oficinas de educação alimentar para crianças e campanhas de conscientização em nível internacional.

A Slow Food criou a Universidade de Ciência gastronômica com unidades instaladas no Pallazo Ducalle de Colorno, na região de Parma e no Castello di Pollenzo, no Piemonte, ambas regiões da Itália. O movimento organiza ainda eventos nacionais e internacionais como o Salone del Gusto, a maior feira de vinhos de qualidade do mundo, que ocorre bienalmente em Turim, a Cheese, feira também bienal organizada em Piemonte e a Slowfish, exibição anual que ocorre em Gênova, dedicada exclusivamente à pesca sustentável, todas na Itália. Ainda em Turim, o movimento organiza o Terra Madre a cada dois anos, evento que reúne ao redor de 5 mil pequenos produtores agrícolas, chefes de gastronomia e pesquisadores do mundo inteiro. carlo petrini 01

Vocacional teve a oportunidade de assistir à palestra de Carlo Petrini promovida pelo Fórum do Amanhã no ultimo 12 de janeiro, em São Paulo (veja artigo sobre Forum do Amanhã aqui no site). Acompanhado de Alex Atala, o famoso chef e restaurateur brasileiro premiadíssimo no mundo todo, fundador do movimento Ata, que defende a valorização dos ingredientes, sabores e cores do Brasil  e de Georges Schnyder, ambientalista, Presidente do Slow Food no Brasil e editor da revista Prazeres da Mesa. Entre outras surpresas, pudemos ter o prazer de ouvir Petrini contar a historia da gastronomia na Europa, cujo resumo trazemos para você no box ao lado.

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O mais fascinante é que essa palestra nos abriu os olhos para considerar que o Slow Food faz um trabalho de extrema importância mundo afora, conscientizando-nos de que somos aquilo que comemos e refletimos no mundo aquilo que pensamos, que acreditamos e a maneira como vivemos. O mais interessante foi nos dar conta de que a gastronomia é um segmento de suma importância para a sociedade porque envolve várias áreas do viver e do saber como história, cultura, economia, agricultura, pecuária, pesca, vinicultura, cosméticos, farmacologia e tantas outras, além de biodiversidade, ecologia e meio-ambiente, é claro. Você já havia pensado sobre isso? Pois então, reflita a respeito e confira o trabalho da Slow Food em nosso país, através do site www.slowfoodbrasil.com foto ao centro Georges Schnyder e Carlo Petrini

Pra finalizar, Vocacional te pergunta: você conhece araticum, bacaba, cumapu, mucajá ou o mel de Bracatinga, os queijos da Serra da Canastra, os vinhos do Nordeste do Brasil ou os inúmeros frutos e peixes da Amazônia? Pesquise tudo isso e muito mais lá no site da Slow Food Brasil.

Um pouco de historia

A história da gastronomia se confunde com a história do homem. Na pré-história, o homem primitivo foi percebendo que os alimentos podiam ser comidos crus ou modificados. Ao descobrir o fogo, os alimentos passaram a ser cozidos, o que possibilitou modificar seus sabores, fazer misturas e produzir vários tipos de alimentos.

Na idade antiga, época dos grandes povos e grandes banquetes, faziam-se grandes festas para comemorar vitorias em guerras e datas importantes da família real. Foi o povo egípcio que inventou a padaria artística, produzindo pães de diferentes formas. A idade média foi marcada pela forte presença da igreja na vida dos povos europeus e como consequência, a gastronomia seguia a cozinha romana, baseada em pães e vinhos. Aos poucos, os monges simplificaram a preparação dos alimentos e enriqueceram a qualidade dos produtos, sendo o peixe um alimento muito valorizado. Nessa época á se usavam especiarias em quantidade, tais como pimentas, noz moscada, gengibre e outros.

A idade moderna, período iniciado no renascimento, trouxe grandes inovações com a ampliação de novas sensações e a gastronomia descobriu novos gostos. Um dos marcos dessa época foi o cozinheiro de reis Taillevent, que escreveu o livro de cozinha mais antigo, produzido em francês, famoso pela importância que o autor deu aos molhos engrossados com pão e às receitas de sopa, entre elas as de cebola e mostarda. Também nessa fase as especiarias eram muito apreciadas pelos europeus e o sorvete revolucionou as sobremesas da época. Em meados do século XVII os franceses descobriram o café e o peru como opção de carne bem suculenta.

Por volta de 1789, com a revolução francesa, as famílias passaram a oferecer refeições aos soldados e a sopa da época recebeu o nome de restauradora, de onde vem o termo restaurant, ristorante em italiano, origem dos atuais restaurantes. Foi por esse motivo que Carlo Petrini, fundador da Slow Food, escolheu o ano de 1989 e a cidade de Paris para inaugurar o movimento.

Na idade contemporânea a gastronomia se aperfeiçoou e a França tornou-se o centro de referencia da gastronomia no mundo, que atravessou por dois períodos distintos: um durante o governo de Napoleão Bonaparte, que detestava o requinte da comida francesa e preferia a comida italiana e o pós Bonaparte, onde a França inaugura o período chamado de restauração e da volta ao requinte da culinária francesa.

Nessa época, os chefs de cozinha passaram a abrir seus próprios restaurantes já que tinham perdido seus empregos nos palácios da nobreza, enfraquecida após a revolução francesa. E fato aliado a revolução francesa, fez nascer uma cozinha burguesa, que misturava os aromas do campo com a elegância da alta gastronomia, combinando a gastronomia da terra com a de laboratório. A partir daí, os menus passaram a invadir os restaurantes da Europa, que se tornaram cada vez mais luxuosos e criativos, visando informar os clientes sobre as opções de comida e bebida disponíveis.

Após a restauração, a economia francesa atravessou grande crise que afetou também a gastronomia, obrigando os pequenos cafés e restaurantes a fecharem suas portas. Porém, apesar da crise, o período foi marcado pela atuação de grandes chefs, gourmets, cozinheiros e escritores da mesa, entre eles Grimod de La Raynière, que inventou o serviço chamado de serviço à francesa, onde o garçom se posta à esquerda de cada convidado sentado à mesa, para que este se sirva pessoalmente. Outra grande celebridade da época foi Anthelme Brillat-Savarin, um grande filósofo da mesa, que elaborou normas que o tornaram famoso. A culinária francesa veio a atingir seu apogeu no final do século XIX com a criação da escola de ensino da cozinha francesa, Le Cordon Bleu, reconhecida mundialmente, hoje com filiais em varias partes do mundo. A partir do século XX, a cozinha se internacionalizou e passou a ser modificada em cada região do mundo conforme sua cultura, seus alimentos disponíveis na natureza e costumes locais.