Arquivo mensais:janeiro 2017

O que é o Fórum do Amanhã?

 

logotipo do Forum

O Fórum do Amanhã será realizado pela terceira vez entre os dias 22 e 25 de novembro próximos, na cidade histórica de Tiradentes, inspiradora de utopias, insights e encontros significativos. O tema do III Fórum do Amanhã será as Riquezas Brasileiras e como podemos Reconhecer, Gerar e Distribuir tais riquezas.

O Brasil precisa de um novo projeto de país que integre diferentes vertentes de pensamento e que nos faça superar o estado de perplexidade e fragmentação em que nos encontramos.  O ideário desta “nova via” deverá vir da sociedade civil, em movimentos democráticos, vivos, criativos e propositivos.

É esse o espírito que irá nortear o III Fórum do Amanhã.
Para ressaltar o caráter de um projeto feito a muitas vozes, os debates terão como ponto de partida a Carta do Amanhã, documento-síntese que refletiu a diversidade das contribuições dos dois primeiros fóruns, vindas de intelectuais, artistas, empresários, lideranças dos movimentos sociais, de afro descendentes, indígenas, da nova política, empreendedores sociais – todos com o único denominador comum de se propor a pensar generosamente o futuro do Brasil.
Neste ano o fórum colocará a um núcleo heterogêneos de convidados-debatedores, questões gerais que serão abordadas de forma transdisciplinar, buscando-se  uma integração de idéias, sentimentos e insights que só um grupo plural consegue realizar.
As questões colocadas serão debatidas pelo núcleo de convidados e pela platéia, sendo finalmente realizada uma síntese das discussões no ultimo dia. É desejo do Fórum do Amanhã que, a partir do desenho final deste encontro, a visão de Brasil, expressa em nova Carta, seja permanentemente reescrita a muitas mãos, servindo de referencial para o futuro Fórum do Amanhã. (colocar aqui as fotos de Helio Mattar, Ilona Szabo, Roberto Gambini, um ao lado do outro)

Helio Mattar

Roberto Gambini

Entre os convidados estarão Ana de Oliveira, Cassia Moraes, Eduardo Muylaert, Eduardo Rombauer, Hélio Mattar, Ilona Szabo, Jayme Garfinkel, Jorge Caldeira, Jose Pedro de Oliveira Costa, Marcos Vinicius Botelho da Silva, Mauricio Curi, Newton Cannito, Olivio Tavares de Araujo, Rejane Dias, Ricardo Carvalho, Roberto Gambini, entre outros.

 

 

O que é o Fórum do Amanhã?

Domenico De masi

O FDA  é um movimento inaugurado em novembro de 2016 na cidade de Tiradentes, que reuniu inteligências, lideranças e cidadãos dispostos a pensar o Brasil de amanhã, um país digno de ser sonhado. Entre outras propostas, o Fórum do Amanhã deu visibilidade a ideias e projetos pioneiros em andamento, que já apontam caminhos para o futuro e procurou criar canais de comunicação entre uns e outros.

A edição de 2016  levantou os principais problemas do nosso país e publicou a 1a Carta do Amanhã, documento que sintetizou  as ideias daquele encontro. Estavam presentes alguns pensadores brasileiros e estrangeiros tais como Eduardo Gianetti e Domenico De Masi, que são os inspiradores do Fórum do Amanhã, justamente porque defendem a ideia de sonhar um futuro melhor para o nosso país.

Carlo Petrini

A edição de 2017 abordou as virtudes que encontramos entre nós e que já se traduzem em projetos sociais, iniciativas empreendedoras, empresas, publicações e tantas outras mais, fruto da inciativa dos que sonham com um Brasil melhor, mais humano, mais moderno, mais justo. A ideia era discutir maneiras de ampliar tais iniciativas, de incluí-las, adotá-las e incorporá-las a novas políticas públicas. Estiveram presentes nomes como Carlo Petrini ( presidente mundial do Slow Food – confira aqui no site), Anna Livia Arida, Bruno Capão, Eduardo Rombauer, Fernanda Silveira Bueno, Helio Mattar, Jayme Garfinkel, Jose Eduardo Beltrame, Jorge Forbes, Julio Medaglia, Lama Padma Samten, Lourdes Solla, Newton Cannito, Max Nolan, Rosiska Darcy de Oliveira e tantos outros, assim como seus inspiradores Eduardo Gianetti e Domenico De Masi.

Eduardo Gianetti

O Fórum do Amanhã 2017 discutiu temas como Inovações empresariais, Políticas públicas para as drogas, O vazio do poder político,  os problemas da segurança pública, das Bolhas sociais, entre tantos outros. O evento sempre se apresenta em vários locais, todos no centro de Tiradentes e, neste ano será montado um circo no coração da cidade, onde ocorrerão as rodas de discussão. Outras atividades didáticas e culturais serão O FDA sempre apresenta atividades paralelas, como exposições, shows, teatro, cinema, noite de autógrafos e lançamentos. Além de muitas trocas e do clima de solidariedade que reina, a cidade histórica de Tiradentes é encantadora. Portanto, moçada, o evento é IMPERDÍVEL! 

participantes do Forum do Amanhã

Equipe mentora e organizadora do Fórum do Amanhã

 

 

 

 

 

 

 

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O que é Slow Food?

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Slow Food – ou comida leve – é um movimento e uma organização não-governamental internacional, fundada em 1989 por Carlo Petrini, jornalista italiano, que visava fazer frente ao Fast Food através de uma serie de ações. O movimento, que reúne hoje mais de 100 mil associados mundo afora -, cresceu, se estruturou, se embasou filosoficamente e hoje tem parceiros em varias partes do mundo, inclusive no Brasil.O objetivo maior do movimento é promover melhor apreciação da comida e da refeição, além de chamar atenção para a melhor qualidade dos ingredientes, sua produção, seus produtores e do meio-ambiente. Assim como o Slow Food, outras organizações não-governamentais  como o Cittaslow propõem a redução na velocidade do ritmo de vida urbano e contemporâneo, o Slow Movement.carlo petrini 4 Mas o Slow Food também faz oposição política e filosófica à massificação e padronização propostas pelo Fast Food, defende a necessidade de maior informação por parte do consumidor, defende espécies vegetais e animais – tanto domésticas quanto selvagens -, protege as identidades culturais ligadas a tradições gastronômicas e alimentares, bem como os processos e técnicas herdados por tradição sóciocultural. O alimento deve ser bom, puro, limpo e justo, deve ser produzido sob formas que respeitem o meio-ambiente e  vendido a preços justos a ambas às partes: tanto para quem produz quanto para quem consome. Só assim, o alimento será saboroso.

A rede de membros do movimento é organizada em grupos locais sob a coordenação de lideres e promove varias atividades como palestras, cursos, jantares e degustações, turismo enológico e gastronômico, oficinas de educação alimentar para crianças e campanhas de conscientização em nível internacional.

A Slow Food criou a Universidade de Ciência gastronômica com unidades instaladas no Pallazo Ducalle de Colorno, na região de Parma e no Castello di Pollenzo, no Piemonte, ambas regiões da Itália. O movimento organiza ainda eventos nacionais e internacionais como o Salone del Gusto, a maior feira de vinhos de qualidade do mundo, que ocorre bienalmente em Turim, a Cheese, feira também bienal organizada em Piemonte e a Slowfish, exibição anual que ocorre em Gênova, dedicada exclusivamente à pesca sustentável, todas na Itália. Ainda em Turim, o movimento organiza o Terra Madre a cada dois anos, evento que reúne ao redor de 5 mil pequenos produtores agrícolas, chefes de gastronomia e pesquisadores do mundo inteiro. carlo petrini 01

Vocacional teve a oportunidade de assistir à palestra de Carlo Petrini promovida pelo Fórum do Amanhã no ultimo 12 de janeiro, em São Paulo (veja artigo sobre Forum do Amanhã aqui no site). Acompanhado de Alex Atala, o famoso chef e restaurateur brasileiro premiadíssimo no mundo todo, fundador do movimento Ata, que defende a valorização dos ingredientes, sabores e cores do Brasil  e de Georges Schnyder, ambientalista, Presidente do Slow Food no Brasil e editor da revista Prazeres da Mesa. Entre outras surpresas, pudemos ter o prazer de ouvir Petrini contar a historia da gastronomia na Europa, cujo resumo trazemos para você no box ao lado.

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O mais fascinante é que essa palestra nos abriu os olhos para considerar que o Slow Food faz um trabalho de extrema importância mundo afora, conscientizando-nos de que somos aquilo que comemos e refletimos no mundo aquilo que pensamos, que acreditamos e a maneira como vivemos. O mais interessante foi nos dar conta de que a gastronomia é um segmento de suma importância para a sociedade porque envolve várias áreas do viver e do saber como história, cultura, economia, agricultura, pecuária, pesca, vinicultura, cosméticos, farmacologia e tantas outras, além de biodiversidade, ecologia e meio-ambiente, é claro. Você já havia pensado sobre isso? Pois então, reflita a respeito e confira o trabalho da Slow Food em nosso país, através do site www.slowfoodbrasil.com foto ao centro Georges Schnyder e Carlo Petrini

Pra finalizar, Vocacional te pergunta: você conhece araticum, bacaba, cumapu, mucajá ou o mel de Bracatinga, os queijos da Serra da Canastra, os vinhos do Nordeste do Brasil ou os inúmeros frutos e peixes da Amazônia? Pesquise tudo isso e muito mais lá no site da Slow Food Brasil.

Um pouco de historia

A história da gastronomia se confunde com a história do homem. Na pré-história, o homem primitivo foi percebendo que os alimentos podiam ser comidos crus ou modificados. Ao descobrir o fogo, os alimentos passaram a ser cozidos, o que possibilitou modificar seus sabores, fazer misturas e produzir vários tipos de alimentos.

Na idade antiga, época dos grandes povos e grandes banquetes, faziam-se grandes festas para comemorar vitorias em guerras e datas importantes da família real. Foi o povo egípcio que inventou a padaria artística, produzindo pães de diferentes formas. A idade média foi marcada pela forte presença da igreja na vida dos povos europeus e como consequência, a gastronomia seguia a cozinha romana, baseada em pães e vinhos. Aos poucos, os monges simplificaram a preparação dos alimentos e enriqueceram a qualidade dos produtos, sendo o peixe um alimento muito valorizado. Nessa época á se usavam especiarias em quantidade, tais como pimentas, noz moscada, gengibre e outros.

A idade moderna, período iniciado no renascimento, trouxe grandes inovações com a ampliação de novas sensações e a gastronomia descobriu novos gostos. Um dos marcos dessa época foi o cozinheiro de reis Taillevent, que escreveu o livro de cozinha mais antigo, produzido em francês, famoso pela importância que o autor deu aos molhos engrossados com pão e às receitas de sopa, entre elas as de cebola e mostarda. Também nessa fase as especiarias eram muito apreciadas pelos europeus e o sorvete revolucionou as sobremesas da época. Em meados do século XVII os franceses descobriram o café e o peru como opção de carne bem suculenta.

Por volta de 1789, com a revolução francesa, as famílias passaram a oferecer refeições aos soldados e a sopa da época recebeu o nome de restauradora, de onde vem o termo restaurant, ristorante em italiano, origem dos atuais restaurantes. Foi por esse motivo que Carlo Petrini, fundador da Slow Food, escolheu o ano de 1989 e a cidade de Paris para inaugurar o movimento.

Na idade contemporânea a gastronomia se aperfeiçoou e a França tornou-se o centro de referencia da gastronomia no mundo, que atravessou por dois períodos distintos: um durante o governo de Napoleão Bonaparte, que detestava o requinte da comida francesa e preferia a comida italiana e o pós Bonaparte, onde a França inaugura o período chamado de restauração e da volta ao requinte da culinária francesa.

Nessa época, os chefs de cozinha passaram a abrir seus próprios restaurantes já que tinham perdido seus empregos nos palácios da nobreza, enfraquecida após a revolução francesa. E fato aliado a revolução francesa, fez nascer uma cozinha burguesa, que misturava os aromas do campo com a elegância da alta gastronomia, combinando a gastronomia da terra com a de laboratório. A partir daí, os menus passaram a invadir os restaurantes da Europa, que se tornaram cada vez mais luxuosos e criativos, visando informar os clientes sobre as opções de comida e bebida disponíveis.

Após a restauração, a economia francesa atravessou grande crise que afetou também a gastronomia, obrigando os pequenos cafés e restaurantes a fecharem suas portas. Porém, apesar da crise, o período foi marcado pela atuação de grandes chefs, gourmets, cozinheiros e escritores da mesa, entre eles Grimod de La Raynière, que inventou o serviço chamado de serviço à francesa, onde o garçom se posta à esquerda de cada convidado sentado à mesa, para que este se sirva pessoalmente. Outra grande celebridade da época foi Anthelme Brillat-Savarin, um grande filósofo da mesa, que elaborou normas que o tornaram famoso. A culinária francesa veio a atingir seu apogeu no final do século XIX com a criação da escola de ensino da cozinha francesa, Le Cordon Bleu, reconhecida mundialmente, hoje com filiais em varias partes do mundo. A partir do século XX, a cozinha se internacionalizou e passou a ser modificada em cada região do mundo conforme sua cultura, seus alimentos disponíveis na natureza e costumes locais.